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1 de outubro de 2008

A Importância do Brincar

"Brincar faz parte do ser criança.

A brincadeira instintivamente é usada pelo bebé para descobrir o mundo.

Brincando a criança descobre o mundo, como ele funciona ,aprende, se desenvolve, experimenta.

Brincando a criança vai adquirindo noções espaciais, produz sons, desenvolve o cérebro para funções como a fala e o andar,auxiliando no seu desenvolvimento global.







Os tipos de brincadeira e a forma de brincar modificam-se de acordo com a etapa de desenvolvimento que a criança apresenta. A criança exercita e organiza o pensamento, a noção de individualidade, a linguagem, a necessidade de perseverar entre outros. Na brincadeira a criança exprime os seus medos, desejos, experiências. De forma simbólica o brinquedo torna-se um meio de expressão.

Se o brincar é algo tão importante no desenvolvimento da criança, é também fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da fala.





A adequada aquisição e desenvolvimento da comunicação depende de vários factores, entre eles: o biológico, o afectivo e o social.

Entre os aspectos biológicos, podemos destacar o processo de maturação do sistema nervoso central, ou seja o sistema nervoso central vai evoluindo, especializando-se e todas as suas funções também. O Sistema Nervoso Central é responsável pelo desenvolvimento global do indivíduo.

Os aspectos afectivos e sociais são a interacção com a criança, o estímulo, a confiança transmitida a ela, a atenção dada à criança e tudo referente ao meio ao qual ela pertence.

A criança aprende por intermédio da interacção com o ambiente, essa interacção é também é realizada com o acto de brincar. Brincando os pais conversam com o bebé, apresentam-lhe objectos, aos poucos será por meio do balbucio (um brincar com os sons) a criança irá imitar os sons que ouve.





No bebé, a brincadeira é uma forma de interacção do adulto com ele, o bebé sozinho ainda não é capaz de simbolizar e usar a brincadeira para isso. Logo, o brincar inicial do bebé é uma experimentação do mundo, ele manuseia objectos, joga, bate, empilha explora o mundo de forma ainda primária condizente com a sua fase, denominada pelos especialista de fase sensório-motora (etapa inicial do desenvolvimento cognitivo, corresponde aproximadamente aos dois primeiros anos de vida).

Quando a criança começa a simbolizar, a fase da brincadeira simbólica, construída gradativamente, propícia que a linguagem evolua com mais rapidez, assim a linguagem influencia na evolução da brincadeira e a brincadeira auxilia na evolução da linguagem.

A falta de brincadeira pode deixar sequelas, como dificuldades em se relacionar, medos e outras ainda mais graves.





Na dúvida em como lidar com alguma dificuldade em relação ao brincar de uma criança, ou se a mesma não brinca, é importante que se procure um profissional capacitado, como um psicólogo, um pedagogo, para uma orientação específica.'


Por Christiane Angelotti"

20 de março de 2008

Hiperactividade

Fazendo serviço público e respondendo à pergunta da Terra Mãe, deixo aqui um artigo sobre hiperactividade.

Sim, os amigos também se sentem leves. Os adultos da sala também e as paredes doa sala e do refeitório agradecem a falta dos meus ralhetes ...

Não é fácil lidar com a situação, mas o caricato da coisa é que senti tanto a falta da miúda! A sala deixa de ter a vida que só ela lhe sabe dar ...

Espero que o artigo esclareça, Terra Mãe! :)



Quando se pensa em hiperactividade, provavelmente, ocorrem à memória imagens de crian­ças irrequietas. Porém, nem só de comportamentos irrequietos «vive» a hiperactividade, desde logo porque não afecta apenas as crianças.

Definida como uma perturbação neurobiológica do desenvolvimento, a hiperac­tividade tem uma base genética muito bem-demonstrada. Posteriormente, pode­rá ser influenciada por factores ambientais e sociais e persistir pela vida adulta.

«Preferia não usar o termo hiperactividade», afirma o Dr. Carlos Filipe, psiquiatra, director e coordenador das áreas de Pedopsiquiatria e Psiquiatria de adultos no CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil.

«Nos adultos, a hiperactividade desaparece e dá lugar a outras manifestações, sendo ela própria uma manifestação e não o núcleo central da perturbação designada perturbação de hiperactividade com défice de atenção (PHDA)», acrescenta o psiquiatra, em jeito de explicação, completando:

«Quando falamos em hiperactividade, pensamos naquela criança irrequieta que anda a correr de um lado para o outro ou que não consegue estar no mesmo sítio. Nem sempre é assim. Por exemplo, nas raparigas essa hiperactividade é menos frequente. Aquilo que está, na maioria dos casos, invariavelmente presente é o défice de atenção, ou seja, a incapacidade de estar atento, a incapacidade de estar concentrado numa tarefa.»

Sofia Filipe



O resto do artigo pode ser lido aqui!